

Maria Cecília: Tudo começou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 2005. Eu cursava Zootecnia na Univerdidade Católica Dom Bosco e, por sorte ou truque do destino, Rodolfo, que era do município de Nioaque, foi transferido para minha classe. No começo, éramos meros colegas de curso, nem amigos posso dizer. Passei bons meses observando o Rodolfo e sua viola, que ele não largava por nada. Eu já cantava desde 2002 e vi ali uma chance de ganhar um troquinho, afinal, vida de universitário não é nada fácil (risos). Eu o abordei e propus que uníssemos forças para tocar nos bares e eventos próximos à faculdade. Em junho de 2007 tocamos pela primeira vez para um público, em uma Violada Universitária [evento frequente em Campo Grande], e depois de lá nunca mais paramos.
Rodolfo: Não, acabamos trancando o curso seis meses antes da conclusão, pois não estávamos mais dando conta de administrar a carreira, shows e gravações com os estudos.
Maria Cecília: Na verdade, eles tomaram um belo susto quando contamos que a decisão de largar estava tomada. Questionaram essa troca, mas acabaram entendendo e acabaram nos apoiando e incentivando.
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Maria Cecília: (muitos risos) Não! Antes eu pensava muito em veterinária, mas não me vejo fazendo nada além da música hoje em dia.
Maria Cecília e Rodolfo: No começo foi bem difícil, somos pessoas do interior, não sabíamos que tudo isso aconteceria. O apoio das famílias, mais uma vez, foi super importante.
Rodolfo: Ah, essa parte é muito gostosa. É um carinho muito grande e, sem dúvidas, isso ajudou a construir nossa carreira. Tentamos estar em contato e nos aproximar ao máximo de nossos fãs.
Maria Cecília: Sim, com certeza as redes sociais ajudam muito nessa relação de proximidade. O Twitter é nosso canal com os fãs, nós dois o operamos e, em alguns casos, como na divulgação de promoções e novidades, a nossa equipe utiliza o Twitter. Infelizmente, não damos conta de responder a todas as perguntas e solicitações, mas eu leio todos os posts!
Maria Cecília e Rodolfo: Não temos mais a mesma liberdade que tínhamos para sair, frequentar lugares públicos como cinema e bares. Ultimamente, estamos preferindo programas mais discretos, sempre que vamos a Campo Grande, fazemos um churrascão para amigos e famílias.
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Maria Cecília: No começo éramos bons amigos, mas com a rotina de passar muito tempo juntos, principalmente na estrada, viajando de um lado para o outro, a intimidade foi crescendo, até que nos apaixonamos. Tudo aconteceu de forma natural. Faz um ano e oito meses que estamos juntos e pensando bem, acho que não poderia ser diferente, coisas do destino.
Maria Cecília: Não só estamos namorando, como vamos nos casar! E não só vamos nos casar, como a data já está marcada: 24 de outubro de 2012.
Maria Cecília: Claro que sinto ciúmes, como com qualquer outro casal. Tenho ciúmes das fãs, mas nada demais. Acho que todas as pessoas que acompanharam nossa carreira e nos admiram, já pensavam que éramos um casal, portanto, sempre senti um respeito enorme, principalmente por parte das meninas. As fãs me respeitam e não se jogam pra cima dele. Acima de tudo, acho que o mais importante é que nós já sabíamos bem como era esse assédio e sempre foi tudo muito saudável.
Rodolfo: Tenho ciúmes, como qualquer outro casal. O importante é que temos uma cabeça boa com relação a isso e já sabíamos como era essa vida antes de namorarmos. O assédio acontece, sim, dos dois lados.
Maria Cecília: Eu tinha um namorado logo quando começamos a tocar juntos. Mas por falta de tempo, assim como aconteceu com os estudos, acabou não dando certo. Não conseguia conciliar o relacionamento e a carreira cheia de viagens e eventos.
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Rodolfo: Ainda não escrevemos nada exclusivamente um para o outro, mas acho que precisamos fazer isso com urgência! (risos). Mas tem uma, de nossa autoria, que nos identificamos toda a vez que tocamos nos shows, é a “Presente de Deus”, do segundo CD.
Rodolfo: Acho que a gravação dos dois DVDs foram momentos marcantes, dois lindos shows. O show de Barretos, em 2008, quando lançamos o primeiro DVD foi inesquecível. Acho que tocar em Barretos é o grande sonho dos músicos do nosso segmento, foi muito emocionante.
Maria Cecília: Sobre o nervosismo, sempre rola um friozinho na barriga, é inevitável.
Maria Cecília e Rodolfo: Já gravamos com Chitãozinho e Xororó, portanto, um sonho a menos! Achamos que seria uma grande realização gravar ou participar de alguma coisa que envolvesse Zezé de Camargo e Luciano, crescemos ouvindo e nos espelhamos nessas duas duplas, como grande parte das pessoas que seguem o caminho do sertanejo.



